A partir da observação da capa, e numa conversa que surgiu de forma espontânea, as crianças começaram imediatamente por identificar animais que põem ovos e, entre os mais velhos, distinguir ovíparos de vivíparos.
Já durante a narrativa, quando as vacas duvidam da origem do ovo, transformámo-nos em verdadeiros “cientistas da quinta”: mergulhámos um ovo em água e depois em água com sal. As crianças observaram que o ovo afunda na água normal, mas flutua na água salgada e esta pequena experiência tornou-se ponto de partida para uma conversa mais ampla.
Ligámos então esta descoberta ao Mar Morto, onde as pessoas conseguem flutuar sem esforço devido à elevada concentração de sal na água. Partindo desta relação, as crianças foram desafiadas a fazer algumas inferências.
Assim, uma história aparentemente simples sobre uma vaca triste e um ovo inesperado transformou-se numa oportunidade para explorar ciência, classificar animais, ser curioso e desafiar o pensamento crítico, mostrando como a literatura infantil pode abrir caminhos para compreender o mundo.

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